Sim, a partir de hoje os filmes estréiam as quintas... Ou seja, agora vocês tem até quarta para ver os filmes que deseja no cinema planejado.
Hoje estréia Ninfomaníaca: parte 2 - Muitos o chamam de continuação não tão satisfatória do meia-bomba, parte 1, mas vamos dizer que com relação a cenas de sexo, segue na mesma... Não choca, e não inibe, por mais devasso que pareça. E o dialogo pautado em fatos históricos e filosóficos continuam, mas nessa segunda parte tive impressão de que as falas foram baseadas numa psicologia barata, e algumas vezes perturbadora com o mero intuito de chocar... Não por algum conteúdo explicito visualmente, mas por uma ideologia chula que faz o filme perder o encanto que poderia ter sido continuado (a única vantagem de ver o filme separado, é saber quando a performance desandou). E quanto ao final... espere algo bem típico do Lars. Muito barulho... melhor dizendo... muito gemido... para nenhum orgasmo cinematográfico.
Outra estréia que merece ser vista por ser um filme nacional e por ter uma dinâmica diferente dos outros filmes do gênero, é o Alemão, que conta com a direção de José Eduardo Belmonte, e no elenco Cauã Reymond, Gabriel Braga Nunes, Caio Blat, Milhem Cortaz. Otávio Muller, e Antônio Fagundes. O filme conta com três histórias dramáticas baseada em relacionamentos, seja romântico ou entre pai e filho, que podem se perder no meio da ação que soa sutil. A coletiva do filme foi bem descontraída, contou com piadinhas espontâneas do elenco, principalmente por parte do Otávio Muller, falaram sobre as locações e sobre o processo de filmagem. Por falar nisso, um dos fatores que soa interessante é o clímax gerado pelo suposto uso de Handcam.
E a última de destaque dessa semana é Refém da Paixão, é um drama leve, de caráter nada duvidoso, e que tenta passar um certo entrosamento com o público ao passar realmente os desejos e frustrações dos personagens. O filme conta com a Kate Winslet e Josh Brolin, no papel de um detento em fuga e que se refugia na casa de uma mulher que se tornaria sua amada. Ele praticamente a força a ajuda-lo, mas no decorrer dos cinco dias o que inicialmente parecia que iria se tornar um pesadelo, se transforma numa história simplesmente romântica.
E com relação ao que já está em cartaz vale a pensa conferir a sequência do Anchorman, um divertido filme do Will Ferrell que está com uma versão light nos cinemas chamada "Tudo por um Furo", mas que em Blu-Ray e DVD virá ainda mais completo e recheado! A sessão sem censuras do filme foi exibido apenas nos EUA e por apenas um dia. Tudo Por Um Furo traz Ron Burgundy numa época difícil da sua vida, mas que por uma reviravolta do destino acaba o transformando no ancora estrela do sensacionalismo. Destaque para as surpresas que aparecem logo próximo ao final do filme, mas posso dar uma dica que é um furo (no melhor sentido) jornalístico estrelado. O filme conta com Steve Carell, Paul Rudd e David Koechner. A trilha sonora do filme é um espetáculo a parte e merece ser noticiada... E por falar nisso, procurem "Afternoon Delight" no YouTube, que por sinal tem uma melodia super acolhedora como um descontraído noticiário as 2h da manhã, quando não se tem mais nada para assistir.
quinta-feira, 13 de março de 2014
domingo, 9 de março de 2014
Feijoada Do Amaral 2014
A já tradicional Feijoada do Amaral que rolou no terceiro dia de Bailes do Rio nesse carnaval, completou 37 anos em 2014. A tarde de sábado foi movimentada na Hípica, trouxe o pessoal já apaixonado pelo clima descontraído da festa, que todo ano apresenta uma novidade. A novidade principal desse ano se deu com a parceria de Chefs na Feijoada mais conhecida que há. A Chef Heaven Delhaye, foi a nova aquisição da festa que aconteceu na semana passada. Ela teve a sua formação e suas primeiras experiências na área, na Europa.
Robert de Niro e Arnold Schwarzenegger, foram alguns dos rostos conhecidos que já passaram pela feijoada que se torna um ponto turístico sazonal em todo carnaval. A fórmula desse sucesso de tradição está na organização impecável, no amor pelo Rio e na energia do evento que conquista a todos os novos frequentadores antes mesmo da primeira garfada. Para o lado gastronômico dessa maravilhosa receita foram incluídos 350 quilos de arroz, 350 de feijão e uma tonelada e 200 de carnes. O preparo da grande mesa que levou cerca de três dias para ser preparada, ficou a cargo dos chefs Tião (o conhecido Chef das edições anteriores) e Heaven Delhaye. Os simpáticos chefs serviram uma feijoada digna para qualquer papila gustativa apreciadora de qualidade. E a estrela da noite fora do lado culinário, foi o Leo Jaime.
A customização das camisas ficou pela equipe da Instituto Zuzu Angel, e as criativas camisas foram feitas pela equipe da Reserva, que anda deixando a sua marca... melhor dizendo o bico, no melhor do mercado. Fora a presença dos rostos já conhecidos na telinha, eu encontrei o padre mais querido do Rio, o Padre Jorjão, que conheço desde criança, reencontrá-lo mesmo que brevemente, foi quase um momento nostálgico. O ambiente da Hípica, apesar de deixar o povo mais espalhado (ao contrário da edição do ano passado que rolou no MAM), trouxe uma beleza visual de forma mais ampla... O que é parte constante do prato da Feijoada do Amaral.
quinta-feira, 6 de março de 2014
300: A Ascensão do Império
300 contaram uma história,
Milhares contam outra,
Duelos e marcas nas paredes ditam muitas,
Embarcações no fundo do oceano um passado.
Um império não se levanta em segundos,
Mas pode se levantar com a força de um homem,
Ou de uma mulher,
Aqueles que sabem o que quer,
Trazem a união da determinação com a coragem.
E a destreza dos povos que buscam o melhor significado.
O egocentrismo não ganha batalhas,
Mas pode pensar que vence,
Embora o maior perdedor,
Seja aquele que não reconheça seus inimigos.
Tem arte da guerra na matemática,
Tem estratégia na semântica.
Tem técnicas em evolução,
Tem um lado vencedor ficando em solo a sua nação.
300: A Ascensão do Império, conta novamente com Eva Gree, Lena Headey e Rodrigo Santoro no elenco. Segue com legitimidade os moldes do primeiro filme. Possui produção executiva do Zack, que dirigiu o primeiro filme, e ainda tem War Pigs do Ozzy tocando nos créditos! Ou seja, vai correndo para o cine!
Milhares contam outra,
Duelos e marcas nas paredes ditam muitas,
Embarcações no fundo do oceano um passado.
Um império não se levanta em segundos,
Mas pode se levantar com a força de um homem,
Ou de uma mulher,
Aqueles que sabem o que quer,
Trazem a união da determinação com a coragem.
E a destreza dos povos que buscam o melhor significado.
O egocentrismo não ganha batalhas,
Mas pode pensar que vence,
Embora o maior perdedor,
Seja aquele que não reconheça seus inimigos.
Tem arte da guerra na matemática,
Tem estratégia na semântica.
Tem técnicas em evolução,
Tem um lado vencedor ficando em solo a sua nação.
300: A Ascensão do Império, conta novamente com Eva Gree, Lena Headey e Rodrigo Santoro no elenco. Segue com legitimidade os moldes do primeiro filme. Possui produção executiva do Zack, que dirigiu o primeiro filme, e ainda tem War Pigs do Ozzy tocando nos créditos! Ou seja, vai correndo para o cine!
Walt nos Bastidores de Mary Poppins
Eu vejo um mestre,
Um legado,
Uma idéia
Uma amostra de uma positiva obsessão,
Vejo crianças se entregando a uma adoração,
Páginas de um vazio ganhando um colorido.
Pode haver discordância,
Mas tem em cada linha uma esperança.
Não importa se é para ser um musical,
Ou qual o ritmo da animação,
Tem crianças brincando,
E um olhar perdido sem direção
Há a autoria de uma visão que perdeu o brilho,
Há um guru que queria ver seu sonho cumprido.
Há cada nome que jamais será esquecido,
Há um espaço nos seus créditos.
Nenhuma ficção se cria,
Se inspira.
Nenhuma história é nova,
Se renova já que a vida é a maior instigadora.
Hoje podemos não ter babás,
Mas temos sonhos que cuidam de suas asas,
Melhor dizendo... de seus guarda-chuvas.
Para que não chova desespero,
Mas sim o fluir...
Do poder de deixar cada puro sentimento planar sobre nossos ares.
O filme Walt nos Bastidores de Mary Poppins é dirigido por John Lee Hancock, e estrelado por Tom Hanks, Emma Thompson e Paul Giamatti. E tem uma narrativa suave para muitos e densa para outros. Embora tudo no filme soe como necessário para dar vida ao seu decorrer. O filme estréia nessa sexta! Confira a programação para não perder esse imperdível lançamento.
Um legado,
Uma idéia
Uma amostra de uma positiva obsessão,
Vejo crianças se entregando a uma adoração,
Páginas de um vazio ganhando um colorido.
Pode haver discordância,
Mas tem em cada linha uma esperança.
Não importa se é para ser um musical,
Ou qual o ritmo da animação,
Tem crianças brincando,
E um olhar perdido sem direção
Há a autoria de uma visão que perdeu o brilho,
Há um guru que queria ver seu sonho cumprido.
Há cada nome que jamais será esquecido,
Há um espaço nos seus créditos.
Nenhuma ficção se cria,
Se inspira.
Nenhuma história é nova,
Se renova já que a vida é a maior instigadora.
Hoje podemos não ter babás,
Mas temos sonhos que cuidam de suas asas,
Melhor dizendo... de seus guarda-chuvas.
Para que não chova desespero,
Mas sim o fluir...
Do poder de deixar cada puro sentimento planar sobre nossos ares.
O filme Walt nos Bastidores de Mary Poppins é dirigido por John Lee Hancock, e estrelado por Tom Hanks, Emma Thompson e Paul Giamatti. E tem uma narrativa suave para muitos e densa para outros. Embora tudo no filme soe como necessário para dar vida ao seu decorrer. O filme estréia nessa sexta! Confira a programação para não perder esse imperdível lançamento.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
RIO MUSIC CONFERENCE 2014 encerra painéis e workshops focando no futuro da música eletrônica
O futuro da música eletrônica, o mercado de entretenimento, Economia Criativa e seus desafios foram alguns dos temas abordados no dia 21, no último dia de debates do Rio Music Conference, realizado no Hotel Pestana, em Copacabana. Nos três dias de encontro, os participantes puderam desfrutar de demonstrações ao vivo, dialogar com grandes nomes nacionais e internacionais do ramo, além de ampliar a rede de contatos.
O circuito de palestras entre cinco espaços foi dinâmico, começando pela manhã com bate-papo técnico e apresentações dos equipamentos mais modernos do mercado de música eletrônica. Contou, também, com a apresentação do duo Addictive TV, do Reino Unido, pioneiros em fazer remix usando imagem e áudio de grandes blockbusters do cinema.
Quem queria aprender mais sobre as novas possibilidades do ramo conferiu palestras como "Transmissões ao vivo: jogada de mestre ou tiro no pé?", "A velocidade da informação" e "Fact: Como transformar sua festa em um importante núcleo de eventos ao redor do mundo", entre outras. À tarde, um dos debates reuniu o superindentente do SindRio (Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio), Darcílio Junqueira; o Secretário Municipal de Ordem Pública, Alex Costa, o Ten. Cel. Raphael Gonçalves, representante do Corpo de Bombeiros, e Arnaldo de Merian, sócio-fundador da casa 00, com o tema "Diversão no Rio: Quais os desafios para o setor que oferece o que o Rio 'diz' ter de melhor", mediado por Léo Feijó, coordenador do Fórum Economia da Noite. Os participantes reconheceram que um dos grandes entraves à legalização dos estabelecimentos da cidade é a legislação de zoneamento urbano, que está obsoleta e precisa ser revista.
Outro dos debates mais disputados foi "Multifrequência: criatividade e novas ideias", que reuniu mentes criativas - como Chico Dub (Novas Frequências) e Guilherme Velho (Rio Criativo) - que falaram sobre inovação na maneira de fazer música e promover eventos. Em outra sala, diretores de grandes redes de entretenimento debateram a inserção e a evolução do gênero musical em festivais como Rock In Rio e Lollapalooza na mesa "Música Eletrônica: do nicho para o show business".
Após os três dias de conferência no Hotel Pestana, por onde passaram mais de 900 pessoas, se inicia agora o festival de encerramento do Rio Music Conference 2014, na Marina da Glória. Nesta sexta o festival continua por todas as noites do carnaval, trazendo nomes como Dimitri Vegas & Like Mike, Fatboy Slim e Armin van Buuren.
No último sábado a Marina da Glória teve um interessante line-up, iniciando com Bernardo Novaes, Dirty Loud, Kalm Kaos e Steve Aoki, como a estrela da noite. O Aoki, por sua vez, contou com uma apresentação dinâmica e com as diversas peripécias do DJ norte-americano: bolos atirados em direção ao público, passeio de bote inflável por cima da multidão, coro de música enrolado com a bandeira brasileira e muitos mais. Elementos típicos que marcam todas as suas apresentações.
Divulgação: RMC
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
12 Years a Slave
No livro vital,
Muitas feridas ficam abertas,
Outras se fecham,
Algumas cicatrizam,
Poucas se esquecem.
12 é um número...
Anos são um espaço...
Se na história do planeta Terra...
Correspondemos apenas a 3 segundos...
Caso o mundo tivesse 1 dia...
Podemos ter na humanidade infinitas decepções...
Que podem durar mais que minutos...
Já que marcas ficam.
Se numa história há aquele que não sabe ser humano,
Há aquele que sofre a opressão,
Seres pensantes sendo objetos de outros pensativos,
É decorar a natureza desumana,
É encontrar no labirinto da consciência nada humana a falta de ciência,
É a perda de uma essência,
No que conforta encontramos a paz,
No que salva o bem que traz,
Na solução o que satisfaz,
No bem ao outro o lado sagaz,
Na liberdade uma peça necessária que quando vem a mais nunca é demais...
12 Anos de Escravidão do Steve McQueen, é um dos concorrentes prediletos ao Oscar, mas pode causar um certo sentimento de desconforto, inquietude e tristeza. Só de saber que pessoas já foram submetidas a condições degradantes como as exibidas no filme, nos atinge emocionalmente. É um filme que mostra uma parte da história que jamais deveria ter existido. Mas é um filme que ganha pela técnica, e pela fidelidade a sétima arte.
Muitas feridas ficam abertas,
Outras se fecham,
Algumas cicatrizam,
Poucas se esquecem.
12 é um número...
Anos são um espaço...
Se na história do planeta Terra...
Correspondemos apenas a 3 segundos...
Caso o mundo tivesse 1 dia...
Podemos ter na humanidade infinitas decepções...
Que podem durar mais que minutos...
Já que marcas ficam.
Se numa história há aquele que não sabe ser humano,
Há aquele que sofre a opressão,
Seres pensantes sendo objetos de outros pensativos,
É decorar a natureza desumana,
É encontrar no labirinto da consciência nada humana a falta de ciência,
É a perda de uma essência,
No que conforta encontramos a paz,
No que salva o bem que traz,
Na solução o que satisfaz,
No bem ao outro o lado sagaz,
Na liberdade uma peça necessária que quando vem a mais nunca é demais...
12 Anos de Escravidão do Steve McQueen, é um dos concorrentes prediletos ao Oscar, mas pode causar um certo sentimento de desconforto, inquietude e tristeza. Só de saber que pessoas já foram submetidas a condições degradantes como as exibidas no filme, nos atinge emocionalmente. É um filme que mostra uma parte da história que jamais deveria ter existido. Mas é um filme que ganha pela técnica, e pela fidelidade a sétima arte.
Coletiva Robocop
Muitos ficaram curiosos quando fora anunciado que sairia um Remake de Robocop pelas mãos de José Padilha, um dos diretores brasileiros mais aclamados e conhecidos mundialmente graças ao seu Tropa de Elite, que ganhou visibilidade e gerou um estrondoso sucesso. Com Robocop não foi diferente, no quesito fazer o que o Padilha acha que deve ser feito. Foi criado um filme que gira em torno de U$130 Milhões, mas que pode ser considerado um filme brasileiro, afinal não só o Padilha que ocupou a ficha técnica do filme, Daniel Rezende e o Lula Carvalho também. Segundo o Joel Kinnaman e o Michael Keaton, no set era assim, o diretor falava: "Você fica aqui, segue por ali, e vai até...", ou seja, tudo em português, e eles ficavam boiando. Fato este que seja brincando ou não fez parte do repertório descontraído da coletiva que durou mais de 1h.
O novo Robocop, considero como um dos filmes de ação mais lotados de um discurso plausível e interessantes do momento. Sinceramente, senti orgulho do Padilha. Só não deu para comprimenta-lo no dia da coletiva, mas aqui fica o meu "parabéns" para esse cara que conseguiu fazer o que queria fazer. Ao contrário do noticiado por muitos veículos. No início os principais atores não se mostraram entusiasmados em ingressar no remake, mas quando descobriram, quem dirigiria o filme, aceitaram no ato.
A natureza do personagem Robocop, possibilitou aplicar tal discurso, seja politizado ou não ao todo do filme. Em nenhum momento o conceito "Homem ou máquina, quem puxa o gatilho?", foi deixado de lado. Se fizesse o Robocop ganhando, o vilão protagonizado pelo Keaton ganharia, e foi esse peso e contra-peso que o personagem possui que fez o argumento ser melhor utilizado. O ponto de vista social é o que marca na direção do Padilha e isso é um diferencial, que clama pela atenção atores renomados, assim como o Keaton é.

Joel Kinnaman, um simpático sueco, e fã desde criança do próprio personagem que interpretou e o Michael Keaton, estavam presentes também nessa passagem pelo Brasil. Eu não vi novamente o Robocop original (e muito menos o Michael Keaton, que viu apenas partes do filme), justamente para não ficar comparando com a proposta do que prometia ser um remake. E fui surpreendido positivamente pelo Padilha. "Não pedi para sair" do cinema em qualquer momento, o resultado do filme mostra exatamente o que eu vi no trailer: O levantamento do conceito "Quem puxa o gatilho, o homem ou a máquina", que em momento algum foi esquecido durante todo o seu todo, foi muito bem sustentado. Com relação a ação, as cenas ágeis não pareceram ficar tanto em segundo plano. Mas tudo no filme foi para sustentar o discurso e trazer uma narrativa sólida que acrescentasse algo a quem está assistindo. O novo Robocop é o primeiro blockbuster que pode ser considerado nosso. Padilha fez bem o nome dele em Hollywood.
O novo Robocop não tem pretensão de ganhar sequência, uma vez que o contrato assinado pelo Padilha não prevê outros filmes. O filme tem sim enfrentado uma boa bilheteria, o período de nevasca, o fato de ser início do ano e de ter estreado num dia dos namorados nos cinemas norte americano, contou para diminuir a bilheteria. Mas mesmo assim, estamos falando de um filme que merece ter destaque nas bilheterias do mundo todo. Não traz aquela sensação de filme vazio. A premissa dele foi além da estética "ficcional" criativa.

Keaton carismático chegou no seu compromisso pela manhã sorridente, e logo de cara sorriu para mim e pareceu empolgado por eu estar usando uma GoPro para registrar o momento, em seguida tirou uma foto minha, enquanto eu tirava fotos com uma mão e filmava com a GoPro na outra mão. Ele disse que até se o Padilha fizesse o filme "Debi e Loid" nós ficariamos pensativos e veríamos algo de interessante. Keaton brincou de estar segurando as palavras para não inflar o ego do diretor.
O mais interessante é que o projeto pareceu surgir do nada. O Padilha estava numa reunião com o pessoal da MGM, eles apresentaram alguns projetos, mas um que não estava dentro dos apresentados o interessou, e ele estava num pôster bem atrás dos executivos da empresa, e essa imagem era do Robocop. A idéia e a proposta veio desse momento, quando ele perguntou "O que vocês acham de eu fazer esse aqui?"
Fotos / Video: Rafael Leite
O novo Robocop, considero como um dos filmes de ação mais lotados de um discurso plausível e interessantes do momento. Sinceramente, senti orgulho do Padilha. Só não deu para comprimenta-lo no dia da coletiva, mas aqui fica o meu "parabéns" para esse cara que conseguiu fazer o que queria fazer. Ao contrário do noticiado por muitos veículos. No início os principais atores não se mostraram entusiasmados em ingressar no remake, mas quando descobriram, quem dirigiria o filme, aceitaram no ato.
A natureza do personagem Robocop, possibilitou aplicar tal discurso, seja politizado ou não ao todo do filme. Em nenhum momento o conceito "Homem ou máquina, quem puxa o gatilho?", foi deixado de lado. Se fizesse o Robocop ganhando, o vilão protagonizado pelo Keaton ganharia, e foi esse peso e contra-peso que o personagem possui que fez o argumento ser melhor utilizado. O ponto de vista social é o que marca na direção do Padilha e isso é um diferencial, que clama pela atenção atores renomados, assim como o Keaton é.

Joel Kinnaman, um simpático sueco, e fã desde criança do próprio personagem que interpretou e o Michael Keaton, estavam presentes também nessa passagem pelo Brasil. Eu não vi novamente o Robocop original (e muito menos o Michael Keaton, que viu apenas partes do filme), justamente para não ficar comparando com a proposta do que prometia ser um remake. E fui surpreendido positivamente pelo Padilha. "Não pedi para sair" do cinema em qualquer momento, o resultado do filme mostra exatamente o que eu vi no trailer: O levantamento do conceito "Quem puxa o gatilho, o homem ou a máquina", que em momento algum foi esquecido durante todo o seu todo, foi muito bem sustentado. Com relação a ação, as cenas ágeis não pareceram ficar tanto em segundo plano. Mas tudo no filme foi para sustentar o discurso e trazer uma narrativa sólida que acrescentasse algo a quem está assistindo. O novo Robocop é o primeiro blockbuster que pode ser considerado nosso. Padilha fez bem o nome dele em Hollywood.
O novo Robocop não tem pretensão de ganhar sequência, uma vez que o contrato assinado pelo Padilha não prevê outros filmes. O filme tem sim enfrentado uma boa bilheteria, o período de nevasca, o fato de ser início do ano e de ter estreado num dia dos namorados nos cinemas norte americano, contou para diminuir a bilheteria. Mas mesmo assim, estamos falando de um filme que merece ter destaque nas bilheterias do mundo todo. Não traz aquela sensação de filme vazio. A premissa dele foi além da estética "ficcional" criativa.

Keaton carismático chegou no seu compromisso pela manhã sorridente, e logo de cara sorriu para mim e pareceu empolgado por eu estar usando uma GoPro para registrar o momento, em seguida tirou uma foto minha, enquanto eu tirava fotos com uma mão e filmava com a GoPro na outra mão. Ele disse que até se o Padilha fizesse o filme "Debi e Loid" nós ficariamos pensativos e veríamos algo de interessante. Keaton brincou de estar segurando as palavras para não inflar o ego do diretor.
O mais interessante é que o projeto pareceu surgir do nada. O Padilha estava numa reunião com o pessoal da MGM, eles apresentaram alguns projetos, mas um que não estava dentro dos apresentados o interessou, e ele estava num pôster bem atrás dos executivos da empresa, e essa imagem era do Robocop. A idéia e a proposta veio desse momento, quando ele perguntou "O que vocês acham de eu fazer esse aqui?"
Fotos / Video: Rafael Leite
Assinar:
Postagens (Atom)

